segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FATORES QUE LEVAM A OBESIDADE!

De maneira geral o ganho de peso está relacionado com o desbalanço energético: o valor energético total (VET) terá que ser maior que o gasto energético total (GET), ou seja, a ingestão de calorias será maior que a quantidade energética de atividades físicas, efeito térmico dos alimentos e a quantidade de energética gasta em 24 horas por um indivíduo em repouso. Além disso, os fatores genéticos, metabólicos, emocionais e as influências sociais e ambientais são aspectos que também devem ser averiguados quando se trata das causas de obesidade.

As pesquisas mostram que aspectos genéticos influenciam na determinação de obesos e há pelo menos 7 genes relacionados a essa doença. Pessoas podem nascer com o distúrbio de apetite, demorando a ficar saciados, e assim ser predisposta a obesidade.  Podem ter resistência à ação de hormônios como a leptina que é responsável pela redução da ingestão dos alimentos e o aumento do GET, pode também ocorrer mutações em genes como nos receptores de melanocortina 3 e 4, reguladores de peso, está mutação esta sendo apontada com uma das causas da obesidade infantil
Relatos também afirmam que filhos de pais obesos têm 80% de chance de se tornarem obesos na vida adulta.

Distúrbios endócrinos relacionados à obesidade são pouco provados. Sendo assim a utilização de hormônios em crianças deve ser usada somente quando há problemas de crescimento envolvidos com o ganho de peso, remédios como a victoza não são recomendados para essa faixa etária. Com o envelhecimento a tendência do individuo a torna-se obeso aumenta, pois há redução de massa magra do corpo, da síntese protéica, de hormônios sexuais e anabólicos e o valor do GET diminui. Doenças como o hipotiroidismo, diminuição das funções da tireóide, leva ao ganho de peso, mas este é associado mais ao acúmulo de liquido do que a proliferação de tecidos adiposo.

Outro aspecto abordado são as influências sociais e ambientais como exemplo de cidades que tem a cultura de comidas muito gordurosas. Pessoas de cidades grandes, pela falta de tempo para a alimentação, costumam optar por comidas prontas ou fast- foods aumentando assim o consumo de lipídeos, sódio e conservantes. O sódio ajuda a reter mais líquido no corpo fazendo que o peso do corpo aumente.

A ansiedade provocada pelo stress do cotidiano, a depressão, a oscilação hormonal do ciclo menstrual e o aumento do sedentarismo também gera o transtorno alimentar fazendo que a compulsão pelo alimento aumente como forma de aliviar a tensão e as frustrações vividas, geralmente, os alimentos mais aceitos nesses casos são as guloseimas. Além disso, quando não se exercita e tem uma vida muito monótona a pessoa tende a comer mais por se sentir angustiado.



Por fim, a obesidade é uma doença ligada ao habito alimentar, mas fatores externos e internos podem agravar o surgimento desta. O equilíbrio nutricional feito de acordo com as características de cada indivíduo é essencial para que a doença não se prolifere e a pessoa tem uma boa qualidade de vida.

Referências bibliográficas:
Moreira JR, artigo acadêmico, disponível em:http://www.moreirajr.com.br/revistas.aspid_materia=1850&fase=imprime


TIRAPEGUI, J. Nutrição, Fundamentos e Aspectos Atuais  2 ed.. São Paulo: Editora Atheneu 2006. Pag.302-315


 NELSON, D. e COX, M. Princípios de Bioquímica de Lehninger  4 ed.. Porto Alegre: Artmed 2011. Pag. 901-908


                             POSTADO POR : ISABEL BARCELOS FERREIRA  

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