sábado, 12 de novembro de 2011

ADIPONECTINA

  
Molécula de Adiponectin
 A adiponectina é um hormônio peptídico com 224 aminoácidos. Esse hormônio é produzido no tecido adiposo, um dos nossos órgãos endócrinos, sendo considerado uma adipocina (proteínas e peptídios secretados pelo tecido adiposo).  A adiponectina possui várias funções em nosso organismo, como: controle da ingestão alimentar, homeostase energética, proteção contra aterosclerose e o aumento da sensibilidade à insulina.




   Sabemos que a obesidade pode levar a um aumento da massa do tecido adiposo, podendo acarretar em uma resistência à insulina. Estudos feitos em macacos, que tiveram uma dieta hipercalórica, mostraram que houve uma diminuição na concentração de adiponectina, levando a diminuição da concentração de insulina e no desenvolvimento de diabetes tipo 2. A baixa concentração de adiponectina, que ocorre em humanos e animais obesos, pode ser relacionada com a baixa sensibilidade à insulina que essas pessoas apresentam.


   A adiponectina possui dois receptores, o receptor 1 e o receptor 2. Esses são encontrados em maior quantidade no músculo estriado esquelético e no fígado, respectivamente.

   O receptor 1, que atua no músculo, fosforila algumas enzimas, ativando o AMPK e inativando a acetil-CoA-carboxilase (ACC). A enzima ACC produziria o malonil-CoA e inibiria a oxidação de ácidos graxos. Logo o AMPK aumenta a oxidação dos ácidos graxos (aumentando a beta-oxidação). O AMPK no músculo aumenta a captação da glicose e de ácidos graxos também.


   
Já o receptor 2, presente em sua maioria no fígado, mostrou que a ativação da AMPK nesse órgão inibe a gliconeogênese e aumenta a oxidação de ácidos graxos. A falta desses receptores em nosso organismo pode levar ao acúmulo de lipídios no fígado e músculo, induzir a inflamação e aumentar a resistência à insulina. A acumulação de lipídios no corpo, devido a hipoadiponectina, pode prejudicar células-beta do pâncreas, levando a uma das causas da resistência à insulina.

   Esse hormônio possui a função de redução do peso corpóreo,  mudando o metabolismo sem alterar o apetite da pessoa. Estudos dirigidos pelo professor Rexford Ahima mostrou que ao administrar adiponectina em ratos seu metabolismo aumentou (queimando mais calorias) sem afetar o apetite.  A descoberta desse hormônio é importante para podermos entenderm e criar melhores tratamentos tanto para a obesidade como para a diabetes tipo 2. 






Referências Bibliográficas
Adiponectin and Its Role in the Obesity-Induced Insulin Resistance and Related Complications. Disponível em: <http://www.biomed.cas.cz/physiolres/pdf/53/53_123.pdf> Acesso em: 11 de nov. de 2011
- Adipocitocinas: Uma nova visão do tecido adiposo. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732007000500010&lang=pt> Acesso em: 11 de nov. de 2011
NELSON, D. e COX, M. Princípios de Bioquímica de Lehninger  5 ed. . Porto Alegre: Artmed 2011. p. 936
AHIMA, R. Metabolic Basis of Obesity . . New York: Springer 2011 p. 75 a 77


POSTADO POR: ISABELLE ROMERO NOVELLI




Um comentário:

  1. Texto ótimo , parabéns ! Adorei ler pois tenho projeto de iniciação científica na área de obesidade ligada ao diabetes tipo II.

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